sábado, 23 de abril de 2011

CULTURA QUE AINDA RESISTE AO TEMPO


                                                         Boneco de pano que simboliza o Juda

                                                           Roda do Leroá

                          Pessoa suja de lama e com chifres que simboliza o judas

Faça chuva ou faça sol, tradicionalmente em Coreaú no período da Semana Santa, mais precisamente na Sexta-Feira da Paixão, grupos de amigos e reúnem-se para subir o serrote e de lá trazer o chamado pau do Juda. Com seus cacetetes nas mãos com habilidade, sincronismo e improviso de versos eles brincam o leroá nas ruas da cidade que se torna um atrativo para muitos visitante e filhos de Coreaú que visitam a cidade nessa época.

RECORDANDO O TEATRO DA PAIXÃO DE CRISTO EM COREAÚ





quinta-feira, 21 de abril de 2011

COREAÚ: SEMANA SANTA E SEMANA POLÍTICA


Estamos vivendo em nossa Coreaú uma semana espiritual, momento em que nossa cidade recebe os seus conterrâneos na mais pura prova de fé cristã e irmandade mútua, sentimento que traduz o espírito do momento reflexivo acerca da paixão, morte e ressurreição do salvador da humanidade, Nosso Senhor Jesus Cristo. Por outro lado, experimentamos também neste período um sentimento de incertezas quanto às reuniões e/ou festas de "pães e circos" que costumeiramente ocorrem todos os anos no Sábado de Aleluia em nossa cidade. Tais eventos políticos ou mirabolantes tentam trazer para o nosso povo uma fórmula pronta em um dia de aleluia para a resolução de problemas cotidianos de nosso povo. Refiro-me a candidaturas prontas e lapidadas por conterrâneos que desconhecem a realidade, bem como o sofrimento de nosso povo no dia-a-dia de nossa Palma. Tais articulações elitistas e aventureiras esquecem-se de que o nosso Coreaú e o povo coreauense já experimentou das mais diversas Oligarquías locais vivenciadas pela própria história de 140 anos de emancipação política ou retrocesso coronelístico-administrativo. Está mais do que claro de que o nosso povo almeja uma candidatura popular, com cheiro de gente e com a sensibilidade de quem conhece o nosso povo e consequentemente os seus clamores e sofrimentos, que tenha também a competência administrativa de gerir os rumos de nossa gente e que surja não em reuniões romanas, mas que seja construído pelas camadas sociais que escolheram desta cidade a Palma dos nossos corações.

JOSÉ MÁRIO MOREIRA
Presidente do SINDPROC

segunda-feira, 18 de abril de 2011

REMEMORAÇÕES


"Era meados da década de setenta... Naquela época lá nas bandas do pé da Penaduba a comunicação ainda era via fumaça. Nada de rádio, de televisão e tantas outras mídias, tal qual nossos dias... Pois bem...  Aquilo que seria nos dias de hoje uma rotina enfadonha, mas não era,  ou seja, o silêncio geral das casas era quebrado pelo menos uma vez a cada dois meses ano após ano. Era a visita dos cumpadres e cumadres... Feitas geralmente aos sábados ou domingos era dia de festa. Meninos a brincar nos terreiros, debaixo das goiabeiras, comadres a conversar lá nas cozinhas e cumpadres nos alpendres. Ao menor indício de aproximação da pivetada, a conversa silenciava, com uma repreenda do tipo: '- Vão brincar lá fora!!!'  Sobre quais segredos tanto conversavam? E assim o tempo foi passando... Mas... Mas... Eu disse: Mas... Num é que ontem prazerosamente vivi um pouco de dia do cumpadre, mesmo sem sê-lo. Foi o resultado de uma nobre visita em nossa modesta taba, do colega e parente o professor Raimundinho Eliano. Em pelo menos duas horas de conversa, enquanto as pequenas traçavam procedimentos para a feitura de um trabalho escolar, rebobinamos o filme  do passado não tão recente, e debulhamos pelo menos três décadas de assuntos dos mais variados. Desde a educação daquela época à  'educação' de nossos dias, passando pela 'bem-intencionada' idéia do Mobral, política e tantas outras coisas mais. Foi um acontecimento tão bom que recomendo. Ah! Ia-me esquecendo. Como é do meu feitio, aqueci orelhas de muita gente... Fazer o quê? Eu não mudo mesmo, né... Mesmo com este chuvueiro todo e tanto brejo, acho que aqueci até debaixo do chão. Tenho dito... E sempre!!!"
 (MANUEL DE JESUS)

Fonte: Sindproc

sábado, 16 de abril de 2011

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE


 "A humanidade já ingressou no terceiro milênio. Foram séculos e mais séculos de conquistas, até chegarmos ao estágio atual. Quebramos tabus, os mais diversos e absurdos possíveis, como ainda desmitificamos realidades fabulosas, apregoadas e concebidas noutrora como doutrinárias da sociedade de então.

 Em cada geração da existência humana, surgiam indivíduos capazes de fazer algo diferente, cujo compromisso maior era o engrandecimento da própria espécie. Para tanto, davam sequência às conquistas anteriores, amoldando-as à realidade presente, abalizadas pelo ferrenho interesse em realizações futuras que resultassem em algo novo e prolífico. Daí, criou-se um círculo vicioso. O homem vem fazendo história. E a História firma, nos tempos pretéritos, os argumentos para planejar cautelosamente o porvir.   

 Pois bem, sabemos que muito já fizemos, que muito já conquistamos.

 No entanto, como parte desse círculo vicioso em comento, rondam ainda em nosso meio, e sempre rondarão, questões inerentes a resoluções de problemas advindos de nossa evolução. Isso significa dizer que o homem, na medida em que descobre ou redescobre o significado de suas experiências, estará eternamente vivendo na ânsia de encontrar luzes ao final dos túneis da vida. Ou para ser mais claro, nunca deixará de conquistar.

 Então, apesar de muito já termos feito e conquistado, muito mais, porém, está por ser feito e por ser conquistado.

 Partindo desse princípio, é absolutamente descabível afirmar, como certos desinformados e incrédulos afirmam, que o mundo está desprezível, passível de uma destruição, cuja autoria atribui-se à ira divina.

  Ora, percebemos, no dia-a-dia, a presença de pessoas que não mantêm coerência consigo mesmas, ou seja, nem a si próprias dão valor. Nada buscam. Nada encontram. É como que se de repente, a existência lhes fosse algo arrasador, inútil. Vivem por viver, vegetam e adotam uma filosofia desgraçada. Muitas morrem prematuramente. Outras mergulham no mundo das drogas, para nunca mais emergir. Há aquelas que se tornam sectárias de uma religião (ou seita) porque não têm forças para lutar, perderam a autoestima, não sabendo, portanto, fazer o discernimento entre o real e o imaginário. Tornam-se, assim, fanáticas.

 É claro que as condições de vida, nos dias de hoje, deixam muito a desejar, entretanto, o que não podemos ser é saudosistas por demais, pois se fizermos uma comparação, concluiremos, com toda certeza, que o século em que entramos terá muito de bom a nos oferecer e será, sem dúvidas, um século promissor e agradável.

 Desde a antiguidade até esta contemporaneidade, conflitos e mais conflitos fizeram parte de nossas vidas. Quantas lutas e quantas guerras atravessamos para que pudéssemos desfrutar as maravilhas do mundo hodierno.

 Cada época tem seus padrões, seus ditames, que devem ser respeitados, sob pena de represálias.

 Já tivemos épocas em que certos comportamentos e atitudes, e até certos valores, eram tidos como padronizados. Mas hoje, estão esquecidos, em substituição a outros, que também deverão ser respeitados.

 Para quem crê em Deus, ou em qualquer outra forma de poder abstrata que se sobrepõe ao homem, enxergará que a fé é o que mais importa. Contanto que seja uma fé viva, crítica, transparente e coerente.

 Por tudo o que foi exposto, resta-nos lembrar que o tempo de nossa estância na Terra não corresponde sequer a um século, dada a baixa expectativa de vida de um ser humano. Por isto, aproveitemos este período predeterminado, amemos, tomemos atitudes corretas diante da nova realidade, trabalhemos com afinco, sem nos preocupar com o dia de amanhã, afinal de contas o mais importante desta vida é viver bem, e só consegue viver bem quem vive em paz com um Deus, consigo mesmo e com outros, simultaneamente."

 Coreaú-CE, 15 de abril de 2011.

 Fernando machado Albuquerque
 Técnico Judiciário do TJCE
 Professor
 Coreaú-CE.

Fonte: Coreausiara

O GRANDE TEATRO: A VIDA


Quando aumentamos o nosso círculo de amizades, somos convidados a participar dos mais diversos movimentos que existem no mundo da sociedade. São casamentos, aniversários, batizados, reuniões de famílias, inaugurações, encontros políticos, enfim, tudo isso é um amontoado de oportunidades para estarmos próximos às pessoas, conhecê-las melhor, bem de pertinho e, por via das consequências, sermos capazes de concluir com que tipo de gente estamos lidando.

Logo descobrimos, sem sermos grandes observadores (basta uma conversinha de poucos minutos) o quanto predomina em nosso meio um grupo restrito de pessoas que se julgam honestas, trabalhadoras, probas e briosas, no entanto, não têm integridade de caráter. Estas criaturas indecorosas trafegam pelas estradas da vida sem carteira de habilitação. Quando multadas não sabem a razão.

Há aquelas que são portadoras de um sentimento de mesquinhez, verdadeiros hipócritas, riem das desgraças alheias, sentem-se bem com o fracasso dos outros. Têm na inveja farta munição para “chumbar” o próximo e vê-lo cair como um trunfo.

Contra essa classe vil, a única arma de reação de que dispomos é um espírito rico, forte na fé, no trabalho. Afinal de contas, o Mestre dos mestres, o Grande Criador da “comédia humana” é quem dá o desfecho final. E quando as cortinas da vida se abaixam, por detrás dos bastidores rirá por último quem soube melhor representar sua existência, conforme o ensinado e o disciplinado pelo Autor da peça teatral.

E você, acredita na vida depois da morte, ou já morreu antes de a morte chegar?

Coreaú-CE, 15 de abril de 2011.


Fernando machado Albuquerque
Técnico Judiciário do TJCE
Professor

Fonte: RMnoFoco

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A FARTURA DO INVERNO



O inverno do ano de 2011 já é considerado um dos maiores dos últimos tempos, açudes sangrando, chão alagado e apesar de muitos transtornos para a população interiorana o sentimento é de satisfação, por conta da fartura que já começa a chegar à mesa do agricultor. Já é comum vermos o resultado de um longo trabalho realizado no sertão pelo homem do campo, pois desde o maxixe, ata, feijão verde, abóbora e milho verde, sem falar na grande quantidade de água e  pastagens para os animais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ZÉ PINTO SERÁ O NOVO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES


A Associação dos Criadores da Zona Norte deverá eleger para presidente nas eleições de maio próximo, o Sr. José Pinto tendo como vice o Sr. Expedito Costa (Expedito da Casa do Campo). Mesmo tendo direito a reeleição, o atual presidente Carlos do Calixto, apoiará de forma incondicional a chapa de Zé Pinto, que assumirá a Associação no momento em que Sobral receberá do governo do estado um dos mais modernos Parques de Exposições do Nordeste.
Zé Pinto, que é um apaixonado pelo meio (Criação) conta com bastante experiência, e tem o nome bem avaliado por todos os associados, tendo da posse em diante a responsabilidade em assumir a Associação em um momento de valorização da área em todo o Ceará.

Fonte: Blog da Folha