sábado, 16 de abril de 2011

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE


 "A humanidade já ingressou no terceiro milênio. Foram séculos e mais séculos de conquistas, até chegarmos ao estágio atual. Quebramos tabus, os mais diversos e absurdos possíveis, como ainda desmitificamos realidades fabulosas, apregoadas e concebidas noutrora como doutrinárias da sociedade de então.

 Em cada geração da existência humana, surgiam indivíduos capazes de fazer algo diferente, cujo compromisso maior era o engrandecimento da própria espécie. Para tanto, davam sequência às conquistas anteriores, amoldando-as à realidade presente, abalizadas pelo ferrenho interesse em realizações futuras que resultassem em algo novo e prolífico. Daí, criou-se um círculo vicioso. O homem vem fazendo história. E a História firma, nos tempos pretéritos, os argumentos para planejar cautelosamente o porvir.   

 Pois bem, sabemos que muito já fizemos, que muito já conquistamos.

 No entanto, como parte desse círculo vicioso em comento, rondam ainda em nosso meio, e sempre rondarão, questões inerentes a resoluções de problemas advindos de nossa evolução. Isso significa dizer que o homem, na medida em que descobre ou redescobre o significado de suas experiências, estará eternamente vivendo na ânsia de encontrar luzes ao final dos túneis da vida. Ou para ser mais claro, nunca deixará de conquistar.

 Então, apesar de muito já termos feito e conquistado, muito mais, porém, está por ser feito e por ser conquistado.

 Partindo desse princípio, é absolutamente descabível afirmar, como certos desinformados e incrédulos afirmam, que o mundo está desprezível, passível de uma destruição, cuja autoria atribui-se à ira divina.

  Ora, percebemos, no dia-a-dia, a presença de pessoas que não mantêm coerência consigo mesmas, ou seja, nem a si próprias dão valor. Nada buscam. Nada encontram. É como que se de repente, a existência lhes fosse algo arrasador, inútil. Vivem por viver, vegetam e adotam uma filosofia desgraçada. Muitas morrem prematuramente. Outras mergulham no mundo das drogas, para nunca mais emergir. Há aquelas que se tornam sectárias de uma religião (ou seita) porque não têm forças para lutar, perderam a autoestima, não sabendo, portanto, fazer o discernimento entre o real e o imaginário. Tornam-se, assim, fanáticas.

 É claro que as condições de vida, nos dias de hoje, deixam muito a desejar, entretanto, o que não podemos ser é saudosistas por demais, pois se fizermos uma comparação, concluiremos, com toda certeza, que o século em que entramos terá muito de bom a nos oferecer e será, sem dúvidas, um século promissor e agradável.

 Desde a antiguidade até esta contemporaneidade, conflitos e mais conflitos fizeram parte de nossas vidas. Quantas lutas e quantas guerras atravessamos para que pudéssemos desfrutar as maravilhas do mundo hodierno.

 Cada época tem seus padrões, seus ditames, que devem ser respeitados, sob pena de represálias.

 Já tivemos épocas em que certos comportamentos e atitudes, e até certos valores, eram tidos como padronizados. Mas hoje, estão esquecidos, em substituição a outros, que também deverão ser respeitados.

 Para quem crê em Deus, ou em qualquer outra forma de poder abstrata que se sobrepõe ao homem, enxergará que a fé é o que mais importa. Contanto que seja uma fé viva, crítica, transparente e coerente.

 Por tudo o que foi exposto, resta-nos lembrar que o tempo de nossa estância na Terra não corresponde sequer a um século, dada a baixa expectativa de vida de um ser humano. Por isto, aproveitemos este período predeterminado, amemos, tomemos atitudes corretas diante da nova realidade, trabalhemos com afinco, sem nos preocupar com o dia de amanhã, afinal de contas o mais importante desta vida é viver bem, e só consegue viver bem quem vive em paz com um Deus, consigo mesmo e com outros, simultaneamente."

 Coreaú-CE, 15 de abril de 2011.

 Fernando machado Albuquerque
 Técnico Judiciário do TJCE
 Professor
 Coreaú-CE.

Fonte: Coreausiara

Nenhum comentário: